{"id":1295,"date":"2020-01-13T23:47:32","date_gmt":"2020-01-13T23:47:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.acaoparamita.com.br\/?p=1295"},"modified":"2023-03-27T08:19:43","modified_gmt":"2023-03-27T11:19:43","slug":"incendios-na-australia-sao-amostra-das-catastrofes-climaticas-que-estao-por-vir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaoparamita.com.br\/en\/incendios-na-australia-sao-amostra-das-catastrofes-climaticas-que-estao-por-vir\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios na Austr\u00e1lia s\u00e3o amostra das cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas que est\u00e3o por vir"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-align:right\">(Por RFI)<\/p>\n\n\n<div>\n<p>Os inc\u00eandios devastadores que tomaram conta da Austr\u00e1lia, em especial na regi\u00e3o sul, transmitem um alerta sobre o que pode estar por vir no futuro, com a intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O fogo come\u00e7ou em setembro, depois de um inverno muito seco. Desde ent\u00e3o, as chamas s\u00f3 se acentuaram, potencializadas pelos ventos e por recordes de calor &#8211; e o ver\u00e3o rec\u00e9m come\u00e7ou no pa\u00eds.<\/p>\n<p>As imagens, em tons avermelhados, de pessoas e animais tentando se refugiar do fogo nas praias ou escapando de barco das \u00e1reas atingidas chamaram a aten\u00e7\u00e3o do resto do mundo para o problema. O climatologista Robert Vautard, especialista em fen\u00f4menos extremos e pesquisador s\u00eanior do Centro Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas da Fran\u00e7a (CNRS), afirma que as mudan\u00e7as do clima tendem a fazer com que trag\u00e9dias como essa se repitam com mais frequ\u00eancia nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cDe fato, o que a Austr\u00e1lia est\u00e1 vivenciando \u00e9 o que podemos esperar para o pa\u00eds nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. \u00c9 uma imagem que resume a influ\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es extremas, em especial o calor extremo, que deve se refor\u00e7ar ainda mais durante o s\u00e9culo 21, com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, indica. \u201c\u00c9 realmente uma imagem do futuro que estamos vendo hoje.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o significa que todos os pa\u00edses dever\u00e3o enfrentar inc\u00eandios \u2013 cada regi\u00e3o vai sofrer de acordo com as suas vulnerabilidades. No caso australiano, o aumento das temperaturas acentua os riscos de fogo, num pa\u00eds que costuma a enfrentar longos per\u00edodos de seca.<\/p>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_1297\" aria-describedby=\"caption-attachment-1297\" style=\"width: 1600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1297 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.acaoparamita.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/2020-01-04t132250z-687133222-rc219e9m23j7-rtrmadp-3-australia-bushfires-tracey-nearmy-reuters.jpg?resize=800%2C534\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"534\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1297\" class=\"wp-caption-text\">4 de janeiro &#8211; Um morador faz sinal de positivo e cobre o rosto com uma toalha enquanto ventos trazem fuma\u00e7a e cinzas do inc\u00eandio conhecido localmente como Currowan em dire\u00e7\u00e3o a Nowra, na Austr\u00e1lia \u2014 Foto: Tracey Nearmy\/Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<h2><strong>Nuvens de fogo<br \/><\/strong><\/h2>\n<p>O calor deixa n\u00e3o s\u00f3 o ar, como o solo mais quentes. Os ventos contribu\u00edram para tornar os inc\u00eandios incontrol\u00e1veis, intensificados por um fen\u00f4meno assustador: nuvens de fogo que pairam sobre as cidades.<\/p>\n<p>\u201cEsse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido, em especial na Austr\u00e1lia, quando h\u00e1 inc\u00eandios florestais muito intensos. \u00c9 o que chamamos de piroc\u00famulos: nuvens do tipo cumulonimbus que geram trov\u00f5es criados por um inc\u00eandio gigantesco\u201d, explica Vautard. \u201cEssas chamas induzem \u00e0 ascend\u00eancia da massa de ar, muito alto na atmosfera, a uma altitude em que a umidade pode se condensar e se transformar em chuva e trov\u00f5es. Na Austr\u00e1lia, os cientistas est\u00e3o avaliando atualmente se h\u00e1 um aumento desse fen\u00f4meno.\u201d<\/p>\n<div><a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/8223204\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Austr\u00e1lia prepara retirada em massa por causa de inc\u00eandios<\/a><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<h2>Alerta para a Amaz\u00f4nia<\/h2>\n<div>\n<p>No resto do mundo, outras regi\u00f5es como o entorno do Mar Mediterr\u00e2neo, o norte da Am\u00e9rica Central e o sul da \u00c1frica poder\u00e3o enfrentar situa\u00e7\u00f5es semelhantes neste s\u00e9culo, com a intensifica\u00e7\u00e3o das secas e o aumento das temperaturas. O alerta vale tamb\u00e9m para grandes \u00e1reas florestais, como a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cAs secas aumentam o risco de inc\u00eandios, no entanto esse risco tamb\u00e9m deve aumentar em regi\u00f5es com muitas florestas, como a Amaz\u00f4nia. Hoje, ainda n\u00e3o \u00e9 o caso, mas as condi\u00e7\u00f5es de propaga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios devem se tornar mais favor\u00e1veis, em especial no leste e no nordeste da Amaz\u00f4nia, assim como em algumas partes da \u00c1frica\u201d, adverte o climatologista franc\u00eas.<\/p>\n<p>O caso australiano coloca governos negacionistas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em uma situa\u00e7\u00e3o embara\u00e7osa \u2013 mas que, at\u00e9 agora, n\u00e3o foi suficiente para for\u00e7ar a uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o quanto ao tema. O primeiro-ministro da Austr\u00e1lia, Scott Morrisson, chega a acusar os ecologistas pelo drama que o pa\u00eds enfrenta atualmente.<\/p>\n<p>O premi\u00ea tamb\u00e9m rejeita qualquer virada de rumos na poderosa ind\u00fastria do carv\u00e3o, que responde por um ter\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es da Austr\u00e1lia \u2013 mas que tamb\u00e9m gera nada menos do que 7% das emiss\u00f5es mundiais de CO2 e outros gases de efeito estufa.<\/p>\n<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/globonews\/estudio-i\/video\/brasileira-em-sydney-fala-sobre-os-impactos-dos-incendios-na-australia-8218721.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Brasileira em Sydney fala sobre os impactos dos inc\u00eandios na Austr\u00e1lia<\/a><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\n<p>\u201cA Austr\u00e1lia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a ter que diminuir bastante as suas emiss\u00f5es. H\u00e1 muitos outros pa\u00edses que continuam aumentando as suas, inclusive na Europa e a pr\u00f3pria Fran\u00e7a\u201d, frisa o pesquisador. \u201cN\u00e3o estamos diante de um gr\u00e1fico no qual as emiss\u00f5es declinam \u2013 por isso, temos todas as raz\u00f5es para pensar que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas v\u00e3o continuar e se amplificar ainda mais.\u201d<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (8), o servi\u00e7o europeu Copernicus informou que o ano de 2019 foi o segundo mais quente j\u00e1 registrado no mundo e encerrou a d\u00e9cada mais quente da hist\u00f3ria. Os dados publicados revelam que 2019 ficou apenas 0,04\u00b0C atr\u00e1s do ano recorde de 2016, quando as temperaturas foram afetadas por um epis\u00f3dio especialmente intenso do fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o.<\/p>\n<p>Os cinco anos mais quentes j\u00e1 vistos foram os \u00faltimos cinco, quando os term\u00f4metros subiram entre 1,1\u00baC e 1,2\u00b0C, em compara\u00e7\u00e3o com a era pr\u00e9-industrial.<\/p>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2020\/01\/09\/incendios-na-australia-sao-amostra-das-catastrofes-climaticas-que-estao-por-vir.ghtml\">G1<\/a><\/div>\n<div>Originalmente publicada em 09\/01\/2020 \u00e0s 19h13<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Por RFI) Os inc\u00eandios devastadores que tomaram conta da Austr\u00e1lia, em especial na regi\u00e3o sul, transmitem um alerta sobre o que pode estar por vir no futuro, com a intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. 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