{"id":1348,"date":"2020-01-20T17:49:45","date_gmt":"2020-01-20T17:49:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.acaoparamita.com.br\/?p=1348"},"modified":"2023-03-27T08:19:43","modified_gmt":"2023-03-27T11:19:43","slug":"5-fatos-chocantes-sobre-a-desigualdade-no-mundo-segundo-oxfam-e-wef","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acaoparamita.com.br\/en\/5-fatos-chocantes-sobre-a-desigualdade-no-mundo-segundo-oxfam-e-wef\/","title":{"rendered":"5 fatos chocantes sobre a desigualdade no mundo, segundo Oxfam e WEF"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:right\">( Por Ligia Tuon )<\/p>\n\n\n<div>\n<div class=\"row article-ad\">\n<div class=\"small-12\">\n<div class=\"ad-stripe m-box-preview\">\n<div class=\"center-content-outer\">\n<div class=\"center-content-inner\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1529941884519-0\" class=\"ad-content\" data-google-query-id=\"COrevPeZzeYCFT0GuQYdY2wArw\">\n<div>S\u00c3O PAULO \u2014 A crescente desigualdade no mundo tem sido um tema de destaque do <strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/forum-economico-mundial\">F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial<\/a><\/strong> (WEF, na sigla em ingl\u00eas) nos \u00faltimos anos.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>O evento anual, que vai reunir l\u00edderes globais na cidade su\u00ed\u00e7a de Davos de 21 a 24 de janeiro, publicou em sua p\u00e1gina no domingo (19) um <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/antes-de-davos-oxfam-mostra-que-bilionarios-sao-mais-ricos-do-que-60-da-populacao-mundial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo da ONG brit\u00e2nica Oxfam mostrando que cerca de 2 mil bilion\u00e1rios acumularam mais riqueza do que 60% do planeta.<\/a><\/p>\n<p>Uma raz\u00e3o, segundo a organiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 o colapso no sistema de tributa\u00e7\u00e3o dos super-ricos e de grandes empresas, que v\u00eam tendo de arcar com cada vez menos impostos e t\u00eam mais facilidade de soneg\u00e1-los.<\/p>\n<p>A Oxfam destaca que apenas 4% da receita global de impostos prov\u00e9m da tributa\u00e7\u00e3o da riqueza, e que h\u00e1 estudos mostrando que os super-ricos evitam at\u00e9 30% de sua obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>Entre 2011 e 2017, os sal\u00e1rios m\u00e9dios nos pa\u00edses do G7 aumentaram 3%, enquanto o valor distribu\u00eddo por meio de dividendos para acionistas ricos cresceram 31%.<\/p>\n<p>\u201cNossas poucas economias est\u00e3o enchendo os bolsos de bilion\u00e1rios e grandes empresas \u00e0s custas de homens e mulheres comuns\u201d, disse o presidente da Oxfam India, Amitabh Behar. \u201cN\u00e3o \u00e9 de admirar que as pessoas comecem a questionar se os bilion\u00e1rios deveriam existir.\u201d<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (20), o F\u00f3rum publicou em seu blog cinco fatos impressionantes do estudo feito pela Oxfam. Veja a seguir:<\/p>\n<p><strong>1 \u2013 O 1% mais rico do mundo tem mais do que o dobro de riqueza de 6,9 bilh\u00f5es de pessoas juntas<\/strong><\/p>\n<p>Em 2019, os 2.153 bilion\u00e1rios do mundo detinham mais riqueza acumulada que 4,6 bilh\u00f5es de pessoas, segundo a Oxfam.<\/p>\n<p>Para mostrar a dimens\u00e3o dessa disparidade, a organiza\u00e7\u00e3o calculou que, se uma pessoa tivesse economizado US$ 10.000 por dia desde a constru\u00e7\u00e3o das pir\u00e2mides no Egito, teria hoje um quinto da fortuna m\u00e9dia dos cinco bilion\u00e1rios mais ricos do mundo.<\/p>\n<p>Na realidade, quase metade da popula\u00e7\u00e3o mundial vive com menos de US$ 5,50 por dia, segundo estimativa do Banco Mundial ressaltada pelo WEF.<\/p>\n<p><strong>2 \u2013 Os 22 homens mais ricos do mundo t\u00eam mais dinheiro do que todas as mulheres da \u00c1frica<\/strong><\/p>\n<p>A \u00c1frica \u00e9 o segundo continente mais populoso do mundo, perdendo s\u00f3 para a \u00c1sia. Al\u00e9m de privilegiar uma minoria, o sistema econ\u00f4mico vigente tamb\u00e9m \u00e9 machista, escreve a Oxfam.<\/p>\n<p><strong>3 \u2013 Mulheres e meninas t\u00eam 12,5 bilh\u00f5es de horas de trabalho n\u00e3o remunerado por dia<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho n\u00e3o remunerado ou mal remunerado \u00e9 feito principalmente por mulheres e meninas em todo o mundo, destaca a Oxfam.<\/p>\n<p>No total, a organiza\u00e7\u00e3o calcula que s\u00e3o 12,5 bilh\u00f5es de horas trabalhadas sem remunera\u00e7\u00e3o em atividades essenciais para o bem-estar das sociedades, comunidades e o funcionamento da economia, como cuidar de outras pessoas, cozinhar, limpar, buscar \u00e1gua e lenha.<\/p>\n<p>\u201cA pesada e desigual responsabilidade do trabalho de cuidar perpetua as desigualdades de g\u00eanero e econ\u00f4micas\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p><strong>4 \u2013 O trabalho n\u00e3o remunerado de cuidado com outras pessoas feito por mulheres tem um valor monet\u00e1rio de US$ 10,8 trilh\u00f5es por ano<\/strong><\/p>\n<p>Esse n\u00famero \u00e9 tr\u00eas vezes o tamanho da ind\u00fastria de tecnologia do mundo, de acordo com dado da Oxfam ressaltado pelo WEF.<\/p>\n<p>O trabalho n\u00e3o remunerado deixa mulheres e meninas com mais de 15 anos \u201cincapazes de atender \u00e0s suas necessidades b\u00e1sicas ou de participar de atividades sociais e pol\u00edticas\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>Globalmente, 42% das mulheres em idade de trabalhar s\u00e3o incapazes de manter um emprego por causa de suas responsabilidades de cuidados n\u00e3o remunerados, em compara\u00e7\u00e3o com 6% dos homens.<\/p>\n<p>Investimentos em pol\u00edticas como acesso \u00e0 \u00e1gua, saneamento e eletricidade podem ajudar, diz a Oxfam.<\/p>\n<p>\u201cNas comunidades de baixa renda da \u00cdndia, nas fam\u00edlias com acesso \u00e0 eletricidade, as meninas passam meia hora a menos por dia trabalhando com cuidados a outras pessoas e tem 47 minutos a mais de sono\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p><strong>5 \u2013 Tributar 0,5% a mais da riqueza do 1% mais rico pode ajudar maci\u00e7amente<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a Oxfam, se os governos aumentarem a tributa\u00e7\u00e3o do 1% mais rico pelos pr\u00f3ximos 10 anos, poderiam gerar investimentos para criar 117 milh\u00f5es de empregos. O relat\u00f3rio diz:<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres j\u00e1 pagaram a conta a todos. Todos devem contribuir de acordo com seus meios, incluindo corpora\u00e7\u00f5es e os mais ricos de nossa sociedade. Isso exigir\u00e1 que os governos se comprometam a garantir que isso aconte\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como resolver esse cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>A Oxfam lista seis solu\u00e7\u00f5es que, segundo a organiza\u00e7\u00e3o, poderiam diminuir o espa\u00e7o entre ricos e pobres no mundo. Ele prop\u00f5e que governos e empresas trabalhem juntos para:<\/p>\n<p>1. Investir em acesso universal a sistemas de \u00e1gua pot\u00e1vel, saneamento e energia dom\u00e9stica, bem como assist\u00eancia universal a crian\u00e7as, assist\u00eancia a idosos e atendimento a pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>2. Combater a extrema riqueza para acabar com a extrema pobreza, tributando a riqueza, a alta renda e reprimindo brechas e regras tribut\u00e1rias globais inadequadas.<\/p>\n<p>3. Legislar para proteger os direitos de todos os prestadores de cuidados e garantir o sal\u00e1rio digno para os trabalhadores que recebem assist\u00eancia.<\/p>\n<p>4. Garantir que os cuidadores tenham influ\u00eancia nos processos de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>5. Desafiar normas prejudiciais e cren\u00e7as sexistas que veem o cuidado como responsabilidade de mulheres e meninas e perpetuam a desigualdade econ\u00f4mica e de g\u00eanero.<\/p>\n<p>6. Valorizar o atendimento com pol\u00edticas e pr\u00e1ticas comerciais, como creches e assist\u00eancia \u00e0 inf\u00e2ncia, hor\u00e1rio flex\u00edvel de trabalho e f\u00e9rias remuneradas.<\/p>\n<p>A metodologia da Oxfam j\u00e1 foi criticada <a href=\"http:\/\/blogs.reuters.com\/felix-salmon\/2014\/04\/04\/stop-adding-up-the-wealth-of-the-poor\/\">na Reuters<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/blogs.spectator.co.uk\/coffeehouse\/2015\/01\/beware-oxfams-dodgy-statistics-on-wealth-inequality\/\">no Spectator<\/a>\u00a0por considerar patrim\u00f4nio como ativos menos d\u00edvida \u2013 dessa forma, um americano endividado parece mais pobre no papel do que um africano sem qualquer ativo.<\/p>\n<p>Definir (e calcular) o que \u00e9 riqueza para os mais pobres \u00e9 bem mais dif\u00edcil do que para bilion\u00e1rios. H\u00e1 alguns anos, a Oxfam escreveu um post <a href=\"http:\/\/oxfamblogs.org\/fp2p\/anatomy-of-a-killer-fact-the-worlds-85-richest-people-own-as-much-as-poorest-3-5-billion\/\">esclarecendo e justificando<\/a> suas escolhas metodol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div><span class=\"notranslate\"><span id=\"_ctl1_lblDate\" class=\"newsDate\"><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/economia\/5-fatos-chocantes-sobre-a-desigualdade-no-mundo-segundo-oxfam-e-wef\/\">EXAME<\/a><\/span><\/span><\/div>\n<div><span class=\"notranslate\"><span id=\"_ctl1_lblDate\" class=\"newsDate\">[Originalmente publicada em 20 de Janeiro de 2020 \u00e0s 17h49]<\/span><\/span><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>( Por Ligia Tuon ) S\u00c3O PAULO \u2014 A crescente desigualdade no mundo tem sido um tema de destaque do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (WEF, na sigla em ingl\u00eas) nos \u00faltimos anos. 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